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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Círculo de Giz Brechtiano - Sesc Santos!

Nesse período de contradições e lutas políticas, a programação Círculo de Giz Brechtiano propõe refletirmos sobre a sociedade sob diferentes linguagens artísticas!

Acompanhe a programação do Círculo de Giz Brechtiano, de 25 a 30/06:

Conjunto de ações artísticas e reflexivas envolvendo teatro, cinema e música sobre pensamentos e estética do dramaturgo, poeta, diretor e teatrólogo alemão Bertolt Brecht (1898 – 1956). Propostas apresentadas para diferentes formas de fruição, possibilitando a ressignificação do espaço público e da própria Unidade do Sesc Santos, utilizando espaços tradicionais e não convencionais. http://novo.sescsp.org.br/programacao/3916_CIRCULO+DE+GIZ+BRECHTIANO#/content=programacao

domingo, 9 de junho de 2013

Lou&Leo: Mais um Baskerville para o Nélson - Sesc Santos 15/06

Foto de Leo Moreira Sá, na peça
"Hipóteses Para o Amor e a Verdade"

 

 

O Sesc Santos realizará a estréia de Lou&Léo, novo espetáculo de Nélson Baskerville, no dia 15/06, Sábado às 20h.

Sob a atuação de Leo Moreira Sá e Beatriz Aquino. Em um diálogo com sua memória, Leo Moreira Sá reflete sobre a longa jornada que empreendeu em busca da sua identidade, desde que era Lou (baterista da banda As Mercenárias) até se assumir como Leo. O espetáculo é uma confissão íntima sobre a necessidade de reconhecer o amor por si próprio. Teatro-Documentário. Duração: 50min. Após apresentação haverá um diálogo com o diretor Nélson Baskerville. Teatro.
  Não recomendado para menores de 16 anos
 
R$ 4,00[inteira]
R$ 2,00[usuário matriculado no Sesc e dependentes, aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante]
R$ 1,00[trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes]

 O espetáculo faz parte da programação Sesc Santos, em apoio ao FESCETE:

Em sua XVII edição, o FESCETE - Festival de Cenas Teatrais, acontece de 14 a 28 de junho e propõe a investigação de estéticas e linguagens em uma encenação de 15 minutos. O Festival ocorre em vários pontos da cidade, visando experimentações, aberturas de processos, formação e iniciação artística de estudantes, artistas e interessados. O Sesc Santos apoia com espetáculos teatrais, atividades formativas e um bate-papo com o homenageado Nélson Baskerville. 

 Compartilho crítica de Natália Nolli Sasso:

Fonte: http://www.questaodecritica.com.br/2013/03/muitos-baskervilles-para-um-so-nelson/

Muitos Baskervilles para um só Nelson

Artigo sobre o trabalho do diretor Nelson Baskerville

Tenho uma fotografia emoldurada e protegida por vidro, cujo autor desconheço. Tudo que me lembro sobre ele diz respeito à procedência: um francês, contemporâneo – e acrescentei a essa inexatidão de informações um gênero: um homem, por dedução. Ela chegou até mim como presente. No começo não prestava muita atenção. Fiquei em dúvida sobre onde colocá-la, e assim passou mais de um ano guardada atrás de uma pilha de livros. Na indecisão, esqueci-me dela completamente. Foi durante uma mudança, enquanto desencaixotava objetos, que a resgatei de uma caixa, e resolvi trazê-la para a luz.
Passei dias olhando-a distraidamente, e de diversos pontos. Um dia, decidi deixá-la deitada, na horizontal, sobre um móvel baixo de madeira. Em alguma medida eu percebi que preferia olhá-la assim, por cima. Tudo isso feito com muita desatenção, aleatoriamente, em meio à rotina. Noutro dia, mais atenta, me dei conta que seu autor deve ter fotografado a cena de cima, possivelmente de uma posição equivalente ao segundo ou terceiro andar de um edifício. A cena se passa numa praça qualquer, parece registrar um jogo de bocha. O ponto de vista usado pelo fotógrafo desenha um ângulo que faz o olhar convergir para a cena a partir de um traçado imaginário que parte da lateral direita do observador. Essa lateralidade é a graça da foto e confere espontaneidade, casualidade à cena. O recurso, apesar de simples, determina um modo de olhar para a obra, mesmo que opcional, já que não impede outros tantos modos.
Conto essa breve história para me aproximar da questão do ponto de vista do autor diante de sua própria obra. E também do lugar do espectador nessa relação de muitas dimensões. E para falar do teatro dirigido por Nelson Baskerville.
Começo a pensar nele, após assistir quatro de suas direções, como um autor da cena que dirige e escreve (ou adapta). Esse conjunto de peças inclui: Luis Antônio – Gabriela, Brincando com fogo e Credores (essas duas a partir das obras homônimas de Strinberg); e numa medida mais amena também As estrelas cadentes do meu céu são feitas de bombas do inimigo.
Um autor como alguém ocupado na totalidade da obra; um artista cujos pensamentos sobre e para o teatro atravessam todas as instâncias do processo ao espetáculo, atribuindo uma assinatura própria.
De saída, ele assumidamente tem como leitmotiv de duas dessas citadas direções (Luis Antonio-Gabriela e Credores) a necessidade de colocar em cena questões espinhosas de sua vida pessoal. Isso, apesar de recorrente para a arte, é feito por ele com absoluto desprendimento, com a negação do tom confessional. É latente que se referem às questões íntimas, mas o que se sobrepõe a esse material não tem pertencimento.
Uma explicação para esse resultado talvez seja o modo como ele cria: coloca suas inquietações na roda, ou melhor, na gênese do processo de criação, durante os ensaios, para a improvisação e colaboração (e co-elaboração) ativa dos atores com quem trabalha.
Nesse momento, o material inicial é desvelado, desarticulado, e as referências dadas se submetem ao livre exercício da improvisação. Cortes, excessos, redundâncias, brincadeiras, tudo vale nesse momento de criação em colaboração com atores. E esses tomam para si a obra, se investem do papel de co-autores.
Curioso o fato desse diretor trabalhar de um mesmo modo com companhias diferentes (Mungunzá, Mamba de Artes e Provisório-Definitivo, respectivamente).
Os processos que conduz e propõe parecem seguir uma mesma conduta de trabalho.
O esgarçamento do material inicial, propenso às propostas, referências pessoais e apropriações de cada ator segue para uma liquidificação; não propriamente a assimilação inerte dessas interferências, mas o jogo com elas. O resultado, quando se olha com bastante atenção, entrevê marcas, ou mesmo pistas do que foi esse processo dialógico e um tanto anárquico. Fica ao espectador a impressão de muitos pontos de vista em profusão, mas convergentes para um pensamento, uma lógica interna que tudo atravessa: a autoria de Baskerville.
Autor como alguém que cola, recorta, pinça, desmonta, cola, monta, até alcançar uma unidade para a criação.
Assistir algo dirigido por Baskerville é uma experiência mobilizadora: olha-se de muitos pontos, para cenas que parecem estar dentro de outras cenas, ações que correm paralelamente ou através de outras, num jogo que exige agilidade da assistência. Suas obras geram demandas de atenção ininterrupta para a plateia, e logo a envolvem no andamento da cena.
Como todo colador, ele retira referências de contextos próprios, originais, e desloca para outros novos, às vezes um tanto improváveis. Recorta de seu repertório íntimo, para colar no outro, no ator-jogador, aquele com quem cria diálogos, entre subjetividades, entre pensamentos. Faz usos inusitados de elementos pré-dados, seja do autor (Strinberg) ou do que lhe oferecem seus atores.
(Soube por Baskerville, de um dado curioso: algumas pessoas assistem dezenas de vezes a Luis Antônio-Gabriela. Esse dado parece confirmar a eficiência da comunicação do espetáculo com o público, e dizer sobre o quanto a obra é envolvente, apesar de e porque parte de relatos de família e memórias, mas sobrepõe essa condição inicial)
E se o processo de criação dramatúrgica e da cena como um todo é poroso, maleável, dialógico e irreverente às hierarquias e relações de papeis e pertencimento; a obra final conjuga colaborações em função de uma coesão compacta e unificadora; segue para onde está a plateia sentada, à espera de um outro diálogo.
E se a improvisação é base da criação, o substrato é o jogo com o aleatório, com o incerto, com o outro, com o inesperado do outro, com materiais diversos; o espetáculo apresenta rigor e precisão na articulação de todos os elementos. Há um fio condutor, pensamento e forma de criar, colando as partes organicamente em um todo.
Por trás da sujeira presente nessa cena, dos excessos de referências, dos ruídos sonoros conjugados à música popular; atravessando depoimentos e desabafos, e textos de outros autores, na anarquia aparentemente caótica entre os elementos de cena, por trás da brincadeira das cenas prenhes de cenas; posicionado no bastidor, na batuta e ao mesmo tempo sentado na plateia: a orientação calculada de um diretor. Em cena permanece apenas o que restou da organização minuciosa (e ainda assim bastante libertária) de um emaranhado anterior suculento, caudaloso, aleatório e complexo ao extremo.
Nelson Baskerville parte de inquietações pessoais – sua matéria bruta – para jogar com o emaranhado de outras inquietações, para dialogar com a contradição. Permite sustentar sua obra em contornos imprecisos do humano, nas questões dúbias do desejo, da sensação incômoda de saber-se livre. E só alcança esse nível extremo de diálogo, só sai para fora de si por se colocar em papeis alheios. Generosidade artística de quem assimila, brinca e se faz em muitos, para se comunicar com o público, essa entidade respeitável.
Natália Nolli Sasso é jornalista e técnica de Artes Cênicas do Sesc SP.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

domingo, 5 de maio de 2013

Bob Wilson no Sesc Santos com A DAMA DO MAR, 16 e 17 de maio/13

  A DAMA DO MAR Pela primeira vez Robert Wilson dirige elenco brasileiro, em peça com texto de Susan Sontag, inspirada no original de Henrik Ibsen Com Bete Coelho, Hélio Cícero, Ligia Cortez, Luis Damasceno e Ondina Clais Castilho. Estreia Santos 16 e 17 de maio de 2013 Teatro Sesc Santos Depois das apresentações de A Última Gravação de Krapp, Ópera de Três Vinténs e Lulu, o Sesc avança na sua parceria com Robert Wilson ao trazer outra produção do diretor-norte americano, A Dama do Mar, desta vez encenada só por atores brasileiros. Em fevereiro Wilson esteve em São Paulo para selecionar o elenco que reunirá nos palcos do Sesc Santos e do Sesc Pinheiros Bete Coelho, Hélio Cícero, Ligia Cortez, Luis Damasceno e Ondina Clais Castilho. Susan Sontag escreveu o texto especialmente para Wilson, a partir da peça clássica de Ibsen, uma interpretação contemporânea da lenda da mulher-foca ­ pela segurança do conhecido, ela renuncia ao seu anseio de explorar a sua verdadeira natureza. Élida viveu o começo de sua vida em grande liberdade no mar selvagem da Noruega, com seu pai e, depois de sua morte, casou-se com um velho viúvo, pai de duas filhas. Na versão brasileira, as atrizes Ligia Cortez e Ondina Castilho vão alternar a personagem de A Dama do Mar. Em cada apresentação, interpretam Élida ou uma de suas enteadas. A música de Michael Galasso foi composta a partir da adaptação de tradicionais canções folclóricas escandinavas, seu particular violino e sons do mar, como gritos das gaivotas. Com o figurino de Giorgio Armani, que reflete as várias cores do oceano, e o simples e elegante cenário, que remete a um deck de navio ­ onde pedaços de cena são indicados somente com a adição de um tecido parecido com vela de barco ­, e com mudanças de luz, Wilson criou uma obra que impregna o teatro com o desejo de Élida pelo mar. “Pensei nas formas de uma vela, pensei no encontro de linhas curvas e retas. O que me fascina neste texto é exatamente essa intercecção: a linha do tempo natural que é interrompida pela linha do tempo sobrenatural. Dois mundos que entram em colisão. Aquele que emerge será a naturalidade do sobrenatural”, afirma Wilson. Esta produção começou na Itália (1998) com Dominique Sanda no papel principal, foi remontada na Coréia (2000), com atores locais, sucesso no Festival de Teatro de Seul e o primeiro trabalho de Wilson naquele país. Depois foi encenada no Teatr Dramatyczny em Varsóvia (2005) com novo elenco de atores poloneses e permaneceu em cartaz por dois anos. Em 2008, uma nova versão foi produzida com elenco espanhol, quando Élida foi interpretada pela famosa atriz Angela Molina. Robert Wilson Desde os anos 60, as produções de Robert Wilson têm influenciado decisivamente o cenário do teatro e da ópera. Por meio de sua assinatura no uso da luz, suas investigações sobre a estrutura de um simples movimento e o clássico rigor de sua cenografia, Wilson tem continuamente articulado a força e a originalidade de sua visão. O jornal The New York Times descreveu Robert Wilson como uma imponente figura no mundo do teatro experimental. Nascido em 1941, em Waco, no Texas, Wilson está entre os principais artistas teatrais e visuais do mundo. Seu trabalho no palco integra, de forma não convencional, uma grande variedade de linguagens artísticas, incluindo dança, movimento, luz, escultura, música e texto. Suas imagens são esteticamente marcantes e emocionalmente carregadas e suas produções têm sido consagradas por plateias e críticos no mundo inteiro. Entre os prêmios e homenagens recebidos por Wilson estão dois Guggenheim Fellowship Awards (1971 e 1980), a nomeação para o Prêmio Pulitzer em Drama (1986), o Golden Lion para escultura na Bienal de Veneza (1983), o Dorothy and Lillian Gish Prize (1996), o Prêmio Europa do Taormina Arte (1997), a eleição para a Academia Americana de Artes e Letras (2000), e o prêmio Commandeur des arts et des lettres (2002), entre outros. Com o compositor Philip Glass, ele criou a ópera Einstein on the Beach. Nas produções como Deafman Glance, KA MOUTain and GUARDenia Terrace, Life and Times of Sigmund Freud, CIVIL warS, Death Destruction & Detroit e Letter for Queen Victoria, ele redefiniu e expandiu o teatro. Os colaboradores e parceiros de Wilson incluem diversos escritores e músicos, além de Susan Sontag, Lou Reed, Heiner Müller, Jessye Norman, David Byrne, Tom Waits e Rufus Wainwright. Wilson também encenou versões para obras-primas como A Flauta Mágica, Wagner's Ring Cycle, Madame Butterfly, Dreamplay, Peer Gynt, The Threepenny Opera (A Ópera de Três Vinténs) e Shakespeare’s Sonnets (Sonetos de Shakespeare). Histórico Projeto Sesc / Robert Wilson O projeto faz parte de uma parceria entre o Sesc, a Change Performing Arts e Watermill Center. Este programa já contou com as apresentações de A Última Gravação de Krapp, de Samuel Beckett, com atuação de Robert Wilson, no Sesc Belenzinho, em abril de 2012, além de A Ópera dos Três Vinténs, de Bertolt Brecht, e Lulu, de Frank Wedekind, com a companhia alemã Berliner Ensemble, em novembro de 2012, no SESC Pinheiros. Foi a primeira vez que os dois espetáculos da renomada Cia. com a assinatura do diretor puderam ser vistos consecutivamente em uma mesma cidade. A programação paralela ao espetáculo A Última Gravação de Krapp apresentou, em abril de 2012, no Cinesesc, um documentário sobre a obra de Robert Wilson e o encenador conduziu ainda encontros com artistas para discutir a arte teatral e refletir sobre qual o diferencial da produção brasileira na criação artística. No Brasil, Robert Wilson já apresentou alguns trabalhos, como Quartett, com texto do dramaturgo alemão Heiner Müller (1929-1995) e atuação da francesa Isabelle Huppert, em setembro de 2009, no Sesc Pinheiros. Além disso, o Sesc também recebeu a Exposição Voom Portraits - composta principalmente por videoinstalações inspiradas na linguagem teatral, segundo a estética precisa do artista, entre o final de 2008 e início de 2009, igualmente no Sesc Pinheiros. SERVIÇO A Dama do Mar: Duração: 1h30 Não recomendado para menores de 16 anos. Sesc Santos ­ 16 e 17 de maio às 21h. Teatro do Sesc Santos (757 lugares ­ acesso para pessoas com deficiência) Ingressos: R$ 32,00 (inteira); R$ 16,00 (usuário inscrito no Sesc e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) R$ 8,00 (comerciários e trabalhadores em empresas do comércio de bens, serviços e turismo). Endereço: Rua Conselheiro Ribas, 136. Horário de funcionamento da Unidade: Terças a sextas, das 09 às 22h. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h horas. Central de Atendimento: Terça a sexta das 09h às 21h30. Sábados, domingos e feriados das 10h às 18h30. Tel.: 13 3279.9800

sexta-feira, 19 de abril de 2013

HOJE: UM DIA A MENOS, com a Cia. de Artes e Ofícios no Sesc Santos

Sesc Santos Hoje (19/04 às 21h) e amanhã (20/04, às 20h), tem o espetáculo UM DIA A MENOS, com a Cia. de Artes e Ofícios. A montagem "Um dia a menos" da Cia. de Artes e Ofícios, fala da possibilidade da morte para valorizar a vida. Do universo feminino da obra de Clarice Lispector nascem duas mulheres e um inimigo invencível: o dia-a-dia. Viver, morrer... E depois? O espetáculo conta os dois últimos dias na vida de duas mulheres que não se conhecem, mas se encontram em cima de um viaduto, antes da queda fatal. Com humor e leveza para encarar as angústias de “ser”, as personagens apresentam a poesia do cotidiano retratado nas obras de Lispector em conexão direta com a forte linguagem corporal das atrizes e a delicadeza da direção de Marcio Mehiel. Duração: 60 minutos. Retirada antecipada de ingressos (1 p/ pessoa). Grátis. Auditório. Saiba mais: http://bit.ly/11qE3Yx